jueves, 30 de marzo de 2006

ultimos dias de marzo

É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol, É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, o nó da madeira, Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira, É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira, É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira, Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira, Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão, É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho, No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando, É uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando, É a luz da manhã,é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada, É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama, É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, É um resto de mato,na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José, É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
Pau, pedra, o fim do caminho, um resto de toco, um pouco sozinho
Pau, pedra, o fim do caminho, um resto de toco, um pouco sozinho

Águas de Março

Tom Jobin & Elis Regina

(((letra traducida y video encontrado en petit orsai)

gil!

Tengo un compañero de laburo que es un desbole ambulante.
Se saca el reloj y lo deja en cualquier mesa; viene con las llaves en la mano y después no sabe dónde las dejó; trae dos diskettes para trabajar y sin moverse del escritorio pierde uno; empieza a trabajar en la computadora general y deja los trabajos por la mitad; pone a imprimir documentos y se va sin ponerle hojas a la impresora...
Encima es de los que hablan fuerte, orgulloso de las sandeces que dice y se ríe obsecuentemente los chistes del director. Si lo escuchás hablar, él es capaz de resolverte cualquier problema que exista aunque nunca lo vi hacer algo completo y redondito (todavía estoy esperando que esas cuatro compus que me llevó al laboratorio me las conecte en red). Se cuelga por las ramas cuando nos toca cargar la base de datos de la escuela y después de 20 minutos (minutos!!!) de generar certificados analíticos desaparece diciendo que demasiado tiempo en la máquina le cansa la vista, le hace doler la cintura, le nubla la cabeza y le hace llover las tripas.
En fin. Un desbole ambulante Y un mercurio (porque es más que plomo).
Pero a pesar de todo es un buen tipo.
Y hasta ayer le cubría un poco las espaldas, le guardaba la taza del té para que no la pierda y le acomodaba la mochila para que no se la pateen.
Hasta ayer.
Porque resuuuuuuuuuuuulta que ayer yo (YO) estaba forrando un libro de actas. Y no porque quisisera, no no no. La secre me lo pidió, me dio el papel araña azul y el cintex. Y mientras estaba doblando los pliegues vino él (ÉL) y sin preguntarme nada me sacó (me sacó!!!) el libro de las manos diciendo "así no, esperá porque no te sale, correte y blablablabla". La verdad es que no se que fue ese blablablabla porque la brrrrrrrrrrronca me bloqueó los tímpanos.
Disculpame chiquito, pero no podés venir a sacarme ASí las cosas de la mano,
no podés venir a alardear que VOS lo podés hacer mejor que YO,
no podés creerte con derecho a cualquier cosa nada más que porque todos en la escuela te venimos cubriendo las espaldas,
no podés honestamente pensar que tenés tanto ascendiente con los pibes cuando todos (de 1º a 3º polimodal, y ni hablar de los de ESB) te tienen calado y te toman el pelo aún frente a tus propias narices,
no, lo lamento en el alma pero no, no podés.
De ahora en más mi política con vos va a ser la de mantenerme al margen. No voy a guardar nada de tus cosas, no voy cuidar los documentos de la computadora que estes haciendo, no te voy a esperar para terminar un trabajo y lo que es peor, te voy a dejar tan pero TAN en evidencia que no te van a alcanzar todas las baldosas del patio para esconderte abajo.
Gil.

últimos días de marzo

É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol, É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, o nó da madeira, Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira, É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira, É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira, Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira, Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão, É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho, No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando, É uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando, É a luz da manhã,é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada, É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama, É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, É um resto de mato,na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José, É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão, É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho, É um resto de toco, é um pouco sozinho
Pau, pedra, o fim do caminho, um resto de toco, um pouco sozinho
Pau, pedra, o fim do caminho, um resto de toco, um pouco sozinho

Águas de Março

Tom Jobin & Elis Regina

(((letra traducida y video encontrado en petit orsai)

lunes, 27 de marzo de 2006

belleza

A veces no navego, me dejo llevar por la corriente.
Y ahí voy, a la deriva, saltando de link en link, encontrando cosas sin explicación.
Algunas las guardo para compartir, otras las veo y las dejo pasar.
Ayer a la noche Ailén me acompañaba en la balsa, chocamos con varios islotes y la verdad es que ya estaba ciega y anestesiada. En ese momento, cuando yo ya estaba por seguir adelante, ella me dijo: "mirá má, qué cosa más linda".
Y yo me quedé admirando su carita de admiración frente a la pantalla.
Cuando la animación terminó me dijo: "estaba buenísima, rara, pero re-linda"

Otra muestra de que también ella, con sus 9 años, tiene la vida TANTO más clara que yo...

martes, 21 de marzo de 2006

blook

y qué es un blook?

es una mezcla entre un blog y un book
como el de la mujer gorda
o como el de los dedos del manco (que ahora sigue acá)
de cualquier género
de todo tipo

Parece de locos, pero nosotros estamos viviendo lo que nuestros nietos van a estudiar con cara de aburrimiento en clase de la profe de lengua y literatura

"...y a comienzos del siglo XXI se desarrolló un nuevo movimiento literario que se apoyaba en herramientas de publicación mayormente gratuitas y en el desarrollo exponencial de nuevas tecnologías que fomentaban la comunicación por canales y soportes diferentes al tradicional papel..."

miércoles, 15 de marzo de 2006

...

"y entonces por qué no me lo dijiste ayer eso?"

vergüenza debería darme que él con 6 años tenga la vida TANTO más clara que yo...

martes, 14 de marzo de 2006

lo que dice tu froma de dormir...

La pose en que duerme el hombre refleja el tipo de compañero que será.
Fetal completa:
Este muchacho es vulnerable y sensible. Después de todo, está cuidándose el corazón, en esa pose. Y quizás hasta se agarre de una almohada para darse más seguridad. Como tal, necesita asegurarse de que sus sentimientos son recíprocos antes de entregarse por completo. Las mujeres deberán ser cuidadosas y demostrativas.

(valdrá esto para los gatos?)


dime cómo duermes...

viernes, 10 de marzo de 2006

viento


Ayer tuve miedo manejando, por un momento creí que me iba a volar.
Cuando pasaban los colectivos o los camiones de frente, cortaban el viento cruzado y por momentos pensaba que me ponía el auto de sombrero.
Ví pasar frente al parabrisas bolsas, tierra, hojas, una rama de eucalipto (!!)...
Un chimango que alcancé a ver entre las nubes de polvo en suspensión aleteba confundido y agotado.
Hoy estoy contracturada de aguantar el volante en la ruta, y cuando pasaban los colectivos o los camiones de frente, cortaban el viento cruzado y por momentos pensaba que me ponía el auto de sombrero.
La próxima vez que pase esto, ni loca me hago la "acá no pasa nada, yo manejo igual, si son apenas 30 km". Cancelo todos los turnos y si tengo que esperar otro mes y medio para ir al dentista, espero. Sentadita en mi casa, tomando mate y escuchando el viento silbar en las ventanas.

martes, 7 de marzo de 2006

1er día de clases

Si ayer lunes hubiera ido al acto público hoy tendría varios módulos más en mi haber y la promesa cercana de varios $$ más en mi bolsillo. Pero elegí pedir permiso en la escuela media y acompañar a mis hijos en su primer día de clases.

Ailén empezó 4to y apenas puedo creer que hace 9 años y unos meses era una gritona desdentada que me despertaba cada exactas tres horas para prenderse como si hiciera años que no mamaba. Está alta, elegante y ahora le presta muchísima más atención a las lapiceras con brillitos y a los stikers metalizados y a las remeritas cortitas y al pin que le pone a la pollera y al rosa; tanto rosa, muchísimo rosa, demasiado rosa, en tantas variantes que desconocía, si a veces parece una merengada. Igual de vez en cuando le pide a Silvio que ponga el disco del señor que canta finito y a los gritos (AC-DC) y me deja pasmada cantando de memoria "Love & marriage" de Frank (si, con el padre hemos criado una freak musical)

Lihuel empezó 1ero. Primer grado. Tan serio con su corbata azul, tan pendiente de que sus rulos no se despeinaran. Y no lo pudo evitar, su caradurismo es tan grande que a veces me asusta. Las maestras de primer grado armadas con micrófono animaban a los chicos (algunos lloraban) y hacían preguntas. Y él, con todo desparpajo respondía a los gritos. Hasta que una maestra, cansada del silencio asustado y de la timidez paralizante de la mayoría, le acercó el micrófono y ahí fue él cantando canciones que recordaba del jardín y contestando todo como si lo hubiera ensayado.

Dejé pasar la oportunidad de tomar más horas de trabajo.
Algún despistado va a pensar en el dinero que perdí.
Pero gané en recuerdos que no se repiten en fotos o en videos.
Y aunque eso no paga las cuentas ni me permite ahorrar para pintar la casa,
igual vuelvo a elegir a mis hijos.

lunes, 6 de marzo de 2006

1er dia de clase

Un comienzo no desaparece nunca, ni siquiera con un final.

Harry Mulisch (1927-?)
Escritor holandés

1er día de clases

Un comienzo no desaparece nunca, ni siquiera con un final.

Harry Mulisch (1927-?)
Escritor holandés

sábado, 4 de marzo de 2006

definición

y mientras charlaba con una compañera en la escuela, recortando letras para un cartel, le digo...

"(...) mirá, yo no sé si Silvio será el hombre perfecto, pero por lo menos tiene todo lo que a mí me falta y encima me lo presta (...)"

y AHÍ me dí cuenta

viernes, 3 de marzo de 2006

honda civic

Siempre me gustaron los autos. Y las carreras de autos. Y algunos pilotos de autos (ah, no, eso no tiene nada que ver con el tema)
Supongo que el ser hija única con muchos primos varones, casi todos más grandes que yo, hizo que desde chica me interesaran más ciertos temas y aficiones de las tradicionalmente "masculinas" que las muñecas, las ollitas y demás.
Y eso en mi familia se traduce en "fierros". Digamos que la rama peneana de la familia no es muy futbolera pero si muy pistera. Y ahí iba Mariana, para horror de mi madre, a upa de papá a ver las carreras al autódromo o con los primos a ver las noches de speedway en el club Rosario o en Sporting, o acompañada del tío Negro, que siempre me compraba unos choripanes riquísimos con coca, a ver los midgets a Bahía. y después cuando volvía a mi casa me la pasaba jugando en la bici, haciendo ruidos de motores con la boca, tratando de imitar la sensación de mosquitas en el pecho que me dejaban las motos cuando pasaban frente a la tribuna después de la curva.
De más está decir que yo de motores en sí no entiendo nada, pero NADA. Sé que tienen un agujerito por donde les entra la nafta y basta. No me hablés de válvulas ni de árbol de levas ni de pistones ni de ninguna de esas cosas complicadísimas que tienen los autos o las motos.
Lo mío pasa más por lo auditivo. El ruido de los motores y las aceleradas y demás me trae recuerdos buenísimos de noches de verano viendo las motos o de domingos fríos al sol esperando que pasaran los autos del turismo nacional.
Y por esa misma cualidad automotor-auditiva es que ESTE aviso del Honda Civic me gustó tanto: This is what a honda feels like

bleh

este viernes tiene cara de lunes

(convendría aclarar que a mí los lunes no me gustan)


encima no hay sol y las camisas no se secaron

miércoles, 1 de marzo de 2006

atardecer


atardecer, subida por marxxiana.

Se ovillaban las nubes
en un cielo de fuego,
las chicharras cantaban su presagio de soles,
y en los rostros estaba
la impotencia del ruego
tras la baba viscosa de tantos caracoles.

esperanza
ZORAIDA NORMA PUCHETA

martes, 28 de febrero de 2006

interrogantes

de dónde le viene tanta furia?
por qué ya no sonríe con la misma luz?
cuándo se transformó en este desconocido?
de dónde saca esas miradas de bronca?
por qué se esconde detrás de un silencio de fuego?
cuándo va a volver su risa?

jueves, 16 de febrero de 2006

bombazo o zambullida elegante?

Los problemas tienen múltiples soluciones, o múltiples formas de llegar a resolverse.
Algunas son de simple ejecución pero de escasos resultados a largo plazo.
Y otras, la mayoría a veces, son difíciles pero más efectivas.

Cuando se trata de los hijos uno se ve permanentemente enfrentado a situaciones en donde tiene que evaluar de qué manera remediar los conflictos.
Arreglo esto por ahora y zafo?
O me arremango y trato de enfrentar esto como una partida de ajedrez?
Y es tremendamente difícil, porque a veces no se tiene ni el tiempo ni la energía para andar calculando movimientos futuros y combinaciones de piezas.
Entonces uno zafa.
Pero hay formas y formas de zafar.
Algunos tratamos de hacerlo con un poco más de estilo, picando en el trampolín antes de la zambullida. Y otros vienen corriendo y se tiran "bomba" salpicando a los cuatro costados.

Por ejemplo, una tarde, mientras yo estaba embarazada de Lihuel, comentaba en casa de una amiga que ya sabíamos que el bebé iba a ser varón. G., el hijo de mi amiga tenía en ese momento 5 años y preguntó: "Y cómo supieron?" Mi amiga me miró desorbitada y balbuceando dijo algo como: "eeeeeeh, bueeeeeno, en realidad eso es lo que suponen, además es lo que le escribieron en la cartita a la cigüeña cuando lo encargaron..." Yo me quería matar, pero como ella era la madre cerré la boca y no me metí. Pero G. ya no se tragaba el pescado podrido que le mandaba la madre dos por tres, entonces me miró y volvió a preguntar: "no, en serio, cómo supieron?" Como la pregunta fue directa a mí yo le respondí: "Porque me puso un aparato en la panza parecido al que usan para escucharte el corazón, pero ese aparato muestra en una tele lo de adentro. Entonces como el doctor vio que el bebé tenía pito y bolas supo que es un varón."
Cuando dije pito y bolas la madre (mi aún hoy amiga) casi me fulmina con la mirada, a G. le dio risa y dijo "ah, entonces si tiene pito es como yo".

A mí no siempre me sale, pero en general caigo bastante bien a la pileta.
Prefiero decirle la verdad a mis hijos, prefiero que ellos entiendan las razones por las que tomo una decisión. Nada de "esto se hace así porque yo lo digo y punto".
Bueno, a veces sí, tampoco me las voy a dar de madre modelo. Pero aunque sea dos horas después, cuando ya la cabeza está más tranquila, me acerco y explico y argumento en mi defensa.

Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaá!
Queeeeeeeeeeeeeé?
Puedo ver los diiiiiiiiiiiiiiiiiibuuuuuuuuuuuuusss?
NO!
Por?
((((este es un buen momento para demostrar de lo que hablabas))))
porque se te fríe el cerebro!!!
((((Do'h!, otra vez sonaste tu tonta teoría))))

Posts relacionados: mentes brillantes
niños jinetes

miércoles, 15 de febrero de 2006

excusa

porque al final de cuentas
todo
todo
TODO
y me refiero realmente a
TODO
no es más que una vulgar excusa
para poder hablar,
para poder tocar,
para poder saborear,
para poder escuchar,
para poder...

martes, 14 de febrero de 2006

be my valentine


billetera, subida por marxxiana.

una billetera de cuero con muchos bolsillos
=
$41,00 (ouch)

uso de cartulinas (existentes en la casa),
diagramación y redacción de los vales,
manejo de la compu y la impresora (que oooootra vez se quedó sin cartucho color),
pintado a mano con lápices de colores de mis hijos (usados sin permiso),
cortado con tijerita china plegable de cortar los bigotes por no encontrar las otras
=
una hora y media de trabajo

tu cara cuando abras tu regalito de San Valentín
=
todo esfuerzo y dinero invetido es poco

lunes, 13 de febrero de 2006

be my valentine



una billetera de cuero con muchos bolsillos
=
$41,00 (ouch)

uso de cartulinas (existentes en la casa),
diagramación y redacción de los vales,
manejo de la compu y la impresora (que oooootra vez se quedó sin cartucho color),
pintado a mano con lápices de colores de mis hijos (usados sin permiso),
cortado con tijerita china plegable de cortar los bigotes por no encontrar las otras
=
una hora y media de trabajo

tu cara cuando mañana abras tu regalito de San Valentín
=
todo esfuerzo y dinero invetido es poco

jueves, 9 de febrero de 2006

beso húmedo


beso, subida por marxxiana.


Powered by Castpost

Como cada atardecer
Shaadi se deja ver
Tejiendo con sueños la marea

Sueña que vendrá del mar
Un amor de carne y sal
Con besos de héroe de leyenda

Y canta, canta...

Le imagina
Cálido y radiante como luz
Susurrándole al oído

Shaadi, Shaadi

Se va el tiempo sin sentir
Y su alma de delfín
Aún sigue soñando
Al tierno amante

Llena de algas su razón
Le da un vuelco el corazón
Al ver un resplandor distante

Y canta, canta...

Y esa noche
Se sumerge en busca de esa luz
Que la llama dulcemente

Shaadi, Shaadi

Nadie sabe
Que el Rey de las Mareas la vistió
De arrecife y madreperla

Y ahora sueña
Flotando sobre un lecho de coral
Como sueñan las sirenas.

Ana Torroja

la que cantaba en Mecano


qué tan bueno es usted?


"Usted es solamente tan bueno como el amor que usted tiene para la gente."
gapingvoid

Tan difícil medirse con esos parámetros,
tan difícil cerrar las ventanas a ciertas miradas ajenas,
tan difícil atrincherarse en los afectos y amar indiscriminadamente,
tan difícil mirarse al espejo y descubrirse sin ajaduras, entero y coherente,
tan difícil pasar el examen diario al que nos somete el mundo,
tan difícil dejar las muletas y caminar derechita por la vida,
acorazada solamente en el amor a los demás...

tan difícil

beso húmedo


beso, subida por marxxiana.


Powered by Castpost

Como cada atardecer
Shaadi se deja ver
Tejiendo con sueños la marea

Sueña que vendrá del mar
Un amor de carne y sal
Con besos de héroe de leyenda

Y canta, canta...

Le imagina
Cálido y radiante como luz
Susurrándole al oído

Shaadi, Shaadi

Se va el tiempo sin sentir
Y su alma de delfín
Aún sigue soñando
Al tierno amante

Llena de algas su razón
Le da un vuelco el corazón
Al ver un resplandor distante

Y canta, canta...

Y esa noche
Se sumerge en busca de esa luz
Que la llama dulcemente

Shaadi, Shaadi

Nadie sabe
Que el Rey de las Mareas la vistió
De arrecife y madreperla

Y ahora sueña
Flotando sobre un lecho de coral
Como sueñan las sirenas.

Ana Torroja

la que cantaba en Mecano


miércoles, 8 de febrero de 2006

SMS

all i need is a heart like yours, beating for the music through the night.
thank you for let a part of me to be there, everywhere your dreams can go.

lunes, 6 de febrero de 2006

instantánea

Es tan difícil ponerlo en letras.

Busco y busco combinaciones exactas de palabras,
alquimista incansable de instantes.
Pero es inútil...

Cómo puedo dar una idea completa de lo que se siente?
Cómo hacer que mientras alguien lee esta tontería repita
ese estremecimiento,
esa plenitud,
esa distancia con todo lo que te rodea
(y aún así la cercanía íntima y contenedora),
esa certeza de tener al alcance de los dedos la sabiduría completa del cosmos...
No se puede,
no puedo hacer que otro al leer vea lo que yo descubrí en esa única mirada:
sensaciones compartidas,
caricias olvidadas,
miedos,
abrazos,
roces cálidos en la noche,
sabores,
centellantes mañanas de lujuria,
humedades abiertas y deliciosas,
durezas apremiantes,
besos,
aromas,
charlas y risas,
lágrimas y silencios.
Porque me encantaría poder mostrar lo que me devolvió
en los espejos de su mirada,
como si en un soplo la comunión hubiera sido tan profunda
que su cerebro y su corazón estuvieran dentro mío,
o como si yo fuera solamente una pizca dentro del enorme universo que él es,
y en un flash de placer incomparable
mezclado en dosis minuciosas con su forma de mirarme,
por fin comprendiera qué ve cuando me ve,
y encontrara maravillada
una Mariana íntegra,
completa,
única,
hermosa,
llena de vida.
Y todo en una única mirada,
y todo en un instante,
y todo en un parpadeo,
y todo....

Es tan difícil ponerlo en letras.

Busco y busco combinaciones exactas de palabras,
alquimista incansable de instantes.
Pero es inútil...

viernes, 3 de febrero de 2006

blog worm rules!!

lo vi en lo de habbi y me dio tanta ternurita....


Blog.Worm


encima te pide con esa carita: puedo infectar tu blog, porfi?

si querés darle permiso para infectar tu blog hacele clic

miércoles, 1 de febrero de 2006

teto

Me duele la panza de reirme.

Primero definamos lo que es "random fact". Según Bablefish es un "hecho al azar". Podríamos agregar que es un dato cualquiera, que es un conocimiento trivial

Ahora el por qué de la risa.
Hace bastante había visto este sitio donde recopilan random facts sobre Cuck Norris. Desde el mismo sitio se puede llegar al random fact de Vin Diesel y al de Mr. T
Después de eso aparecieron varios circulando por la red: el de Jack Bauer (de la serie 24); el de Steve Jobs (CEO de Apple); el de Jack Thompson (según Wikipedia, un abogado ultracoservador)...
Encontré también este sitio y por si fuera poco este otro que solamente te pone random facts; de nada en especial, de cualquier cosa.
Y por si fuera poco también hay uno llamado "That was random!" donde te ponen cualquier cosa al azar, pero cualquier cosa: videos, fotos, hechos, leyes (?), de todo.

Hoy dandome una vuelta por tu secreto me encontré con un banner del Teto Medina.
Y esto? a ver? qué es esto del Teto de la gente?
Hago clic y leo uno.
Leo otro.
Leo otro más.
Viene mi hija a la compu y me dice: "Má, de qué te reís tanto?"
Es una recopilación de random facts acerca del Teto.

Vayan y lean.
Y si saben algún dato desconocido del Teto, por favor compartan...

martes, 31 de enero de 2006

cantando bajo la lluvia

Gene Kelly seguirá siendo mi amor imposible para toda la vida. (ok, lo admito, junto a Sammy Davies Jr y James Stewart)
Y las publicidades de autos son las que más me gustan.
Linda combinación de amores tengo en este aviso...



(hay que dar play y pausa hasta que cargue completo)

lunes, 30 de enero de 2006

cortarla con malvinas

mari de mardel vio la peli "iluminados por el fuego" e hizo un post sobre eso y sobre sus opiniones del tema en general.

Como es sabido a mí la guerra me pasó el dedo mojado por la frente y me dejó marcada.
Y pensé y pensé qué comentar.
Pero como no me salió nada, abrí la ventana del mail y le mandé esto:

Hola Mari

Mucho gusto, me llamo Mariana y hace ya unos meses que vengo leyendo en silencio tu blog. Llegue por casualidad, saltando desde vaya uno a saber qué link. Y me gusta cada tanto seguir pasando para ver, de puro lectora que soy. Y aclaro lo de lectora porque comentar no es mi fuerte.

Sin embargo, hoy este post me rozó muymuy de cerquita. Pero no daba como para poner un comentario y chau. No, es que sabés? un comentario a lo mejor podría malinterpretarse y no es eso lo que quiero.

Más allá del contenido del post, al cual adhiero en casi un 70%, fue su título lo que me dio escozor y me molestó? dolió? enojó? entristeció? incomodó? sofocó? mortificó?
Ufa! busco y busco y busco y no encuentro la palabra justa que defina este huesito que se me atravesó en la garganta y que me impide respirar del todo bien; no se con qué palabra identificar esta sensación de tener el estómago pegado a las vertebras o este huracán de ideas que van, de imagenes que vienen y de recuerdos que chocan.

Mi viejo estuvo en Malvinas, pero es muy largo de contarlo aquí por mail, así que prefiero remitirte a un post (sí, yo también escribo un blog aunque ahora no lo tengo tan actualizado como solía) qué escribí hace tiempo: 2 de abril de 1982
Vos andá y lee, que yo te espero.

Si ya leiste, entonces podrías también leer este otro: diarios viejos
Dale, dale, total tengo tiempo....

lalala lala la
Ya está?
Bueno, entonces sigo.

Primero, la peli la ví. Como tantas otras pelis y cortos que rozan aunque sea el tema Malvinas. Y como tantos y tantos libros que leí; y como tantas y tantas historias que escuche de boca de mi papá y de amigos de mi papá. Sabés? Tengo el don de la invisibilidad cuando hace falta. Puedo quedarme tan atenta y tan silenciosa que la gente a veces se olvida que estoy y abre el alma de una manera casi impúdica. Y yo que no pude nunca evitar ser curiosa me asomé a abismos de infierno y a fogatas de abrigo en los recuerdos que tanto mi papá como otros tantos veteranos desgranaban en madrugadas de dados, café y cognagc en la cocina de mi casa.
Y estoy completamente de acuerdo con vos, las guerras son imbéciles, no hay causas que justifiquen cualquier cosa de esas. Y a mí me pone de punta los pelos no sólo lo de los dieciochoañeros que pasaron por ese horror injustificado, sino de todas las pesonas que sufrieron eso.
Porque a veces cuando se habla de Malvinas se piensa solamente en los colimbas. Muchos justifican eso diciendo, bueno los militares de carrera trabajan de eso y es para lo que se formaron. Es cierto. Es parte de una discusión con mi viejo que duró cerca de diez años. Pero una cosa es prepararse para defender a la Patria así, en abstracto y otra diferente es tener que poner el cuerpo al frío, al hambre, al miedo, a la locura y a la parca. Para eso, aunque seas hiperprofesional nadie te prepara. Y tampoco nadie prepara a tu familia. A mi vieja y a mí nadie nos preparó para aguantar madrugadas enteras tratando de sintonizar Radio Colonia, o para hacer cadenas y cadenas de rosarios pidiendo, rogando, llorando, prometiendo lo que sea para que papá vuelva entero.

Y tampoco nos preparó para lo que venía después.

Porque la guerra, mi querida Mari no terminó el 14 de junio. Porque mi viejo no volvió el 15. Volvió mucho más tarde, cuando se vino el último soldado de Malvinas. Porque todavía hoy se le inundan los ojos cuando cuenta que los hicieron entrar al puerto de madrugada, cuando habla de la indiferencia y del silencio que siguió a su vuelta.
Y aunque estoy totalmente de acuerdo en eso de que las Malvinas, más que Malvinas son Falklands, no puedo aceptar eso de "cortémosla con Malvinas". Por una cuestión bien simple. El dolor de Malvinas es como una cicatriz vieja, que cuando hay mucha humedad te molesta, que la mayor parte del tiempo te olvidas que stá pero que un día te encontrás recorriendo con el dedo recordando el dolor que te causó en ese momento. Y aunque el dolor se diluya con el tiempo no desaparece. Permanece intacto en tu memoria. Tu cuerpo y tu mente se acostumbra a vivir con ese dolor (en el mejor de los casos, en el peor puede ser que terminés con un tiro en el pecho como el mejor amigo de mi viejo, un tipo buenísimo al que siempre llamé tío Carlos).

Uf, no sabés lo que me cuesta seguir moviendo los dedos en las teclas.

Ya no lloro. Hace años que ya no lloro por este tema. Pero igual se me sigue anudando el corazón en la garganta.

Ni se si me vas a entender una pizca de toda esta explicación.
Lo único que se es que tenía que escribirlo, tenía que decirte, tenía que mostrarte que esa guerra para mí y para mucha gente, no duro 45 días.
Para mí esa guerra empezó el 2 de abril de 1982, pero todavía sigue.
Porque no se puede ni se debe olvidar.
Y porque el recuerdo todavía duele.
Y aunque la vida ES hermosa y aunque los fantasmas se hayan alejado lo suficiente como para dejar dormir sereno y sin pesadillas a mi viejo, no se puede simplemente "cortarla con Malvinas".
Creeme.
Mirá que en mi familia hace años que buscamos la tijera para cortarla.
Pero encontramos que es mejor seguir sin olvidar, adaptarnos a este dolor y convivir con él. Como quien se adapta a tener una mano menos, o a la muerte de un familiar muymuy cercano y muymuy querido...
Disfrutar de la belleza de la vida, sí, pero sin "cortarla con Malvinas" Sin renegar de ese pasado que nos tocó. Abrazar las posibilidades y reir, pero darse perniso para aflojar este nudo que se nos hace con el tema, aunque sea con un mail a una desconocida.

Si llegaste a leer hasta acá, te agradezco la paciencia.
Muchos besos de una lectora cuasi fiel (porque no paso todos los días, sino cuando me acuerdo)

MARxxIANA


Ahora ella tuvo la delicadeza de contestarme, via mail y vía post.
Y le agradezco la paciencia.
Y le digo que no se torture más.
Para mí fue abrir un cachito el impermeable y sacar a ventilar los demonios.
Para que no tengan olor mohoso.
Para que respiren aire fresco.
Y para que se entienda un poco más a los que nos tocó vivir la guerra.

pandora

Can you help me discover more music that I'll like?

La idea de este sitio es simple: ponés el nombre de un artista o de un tema musical y ellos te proponen una seguidilla de temas "similares", como si fuera una radio on line que pasara solamente temas como los que te gustan.
Se basan en algo muy similar al análisis que hacen los biólogos para determinar el grado de "emparentamiento" que tienen dos especies.
Fijan una serie de criterios que en conjunto formarían el ADN musical de tu artista o de tu tema, una suerte de genoma. Después comparan las coincidencias y parecidos con otros temas o artistas que tienen en su base de datos y BINGO!
Yo estuve jugando bastante, pero me quedo y comparto esta de Gustavo Santaolalla.

viernes, 27 de enero de 2006

trish cris trash

Querés que te cuente un secreto?
Vení vení...
Cuando voy a la playa y se me mete arena bajo las uñas, yo la saco y me la como.

eeeeh no pongas esa cara... peor es comerse los mocos, no?

Es que me encanta sentir ese trish cris trash de los granitos al romperse bajo mis muelas.

mate


mate, subida por marxxiana.

Aunque cueste creerlo el mate puede variar su gusto dependiendo de la forma en que se lo cebe, y en consecuencia será diferente si cambiamos de cebador...


querés un mate?

mate


mate, subida por marxxiana.

Aunque cueste creerlo el mate puede variar su gusto dependiendo de la forma en que se lo cebe, y en consecuencia será diferente si cambiamos de cebador...


querés un mate?

domingo, 22 de enero de 2006

agua en movimiento

MAREA:
cambio periódico de nivel del mar, producido principalmente por las fuerzas gravitacionales que ejercen la Luna y el Sol

sábado, 21 de enero de 2006

liniers





































Para mí que Liniers viene y espía a Ailén cuando ella no se da cuenta...

sábado, 14 de enero de 2006

cuento

si no fuera porque me faltan
los personajes,
el escenario
y la trama,
a esta hora ya tendría
otro cuento escrito

jueves, 12 de enero de 2006

sueños de gato

Uno de los descubrimientos más importantes de Freud es que las emociones enterradas en la superficie subconsciente suben a la superficie consciente durante los sueños, y que recordar fragmentos de los sueños pueden ayudar a destapar las emociones y los recuerdos enterrados.

Freud decía que los sueños son una forma de realizar deseos y que muchos deseos son el resultado de deseos sexuales reprimidos o frustrados. En su opinión, la ansiedad que rodea dichos deseos hace que algunos sueños se conviertan en pesadillas.


Significados de los sueños

domingo, 8 de enero de 2006

eso

Eso es lo que me falta.
Justo eso.
Por eso el chocolate .
Por eso el rush de inventar historias.
Por eso los intentos de encontrar otras miradas.
Por eso escucho sólo lo que me conviene.
Por eso las lágrimas frente a una publicidad idiota.

Pero me pregunto,
puedo yo provocarme eso?

A ver

El hormigueo, las luciernagas en el pelo, las mariposas estomacales, las orugas caminando por la piel, los grillos cantando la última de Montaner y todos los insectos invadiendo mis sentidos.

Eso.

Justo lo que pasa cuando abrís los ojos y encontras que ese hombre, justo ESE hombre es EL hombre.
Pero 18 años después.
Y con el mismo.
Puedo buscarlo?
o mejor
puedo encontrarlo?

martes, 3 de enero de 2006

todos hablan de él

Todos hablan de El.
Se escriben novelas, cuentos, canciones sobre El.
Se suicidan, matan, trabajan, viven por El.
Algunos lo ponen en duda
otros afirman vivirlo o haberlo vivido,
pero al final...
¿alguien sabe QUÉ es el amor?


(¿ES amor?)


Señorita Cosmo
La tragedia de no ser modelo ni rubia

jueves, 29 de diciembre de 2005

bolido


bolido, subida por marxxiana.

A veces parece el Espantomóvil...
Otras hasta se puede escuchar la risita asmática de Patán, el fiel (?) can de Pierre Nodoyuna...
Los hermanos Macana todavía no manejan y van sentaditos en el asiento de atrás.
Eso sí, cuando Silvio maneja se cree Pedro Bello; y cuando yo voy al volante obviamente SOY Penelope Glamour

Autos Locos

martes, 27 de diciembre de 2005

espantomovil

Es tan difícil encontrar el balance.
Ya ni se donde tengo mi centro de gravedad.
Y voy dando manotazos, tratando de no irme de boca al suelo.
Y esta tristeza enorme que me nubla entera,
como si estuviera permanentemente cubierta de tormenta.
Como el espantomovil.

sábado, 10 de diciembre de 2005

egresado


egresado, subida por marxxiana.

A veces creemos que lo que hemos logrado es sólo una gota en el océano. Pero sin ella, el océano estaría incompleto.

Madre Teresa de Calcuta

egresado


egresado, subida por marxxiana.

A veces creemos que lo que hemos logrado es sólo una gota en el océano. Pero sin ella, el océano estaría incompleto.

Madre Teresa de Calcuta

martes, 6 de diciembre de 2005

limonero


limonero, subida por marxxiana.

Árbol perennifolio de la familia de la rutáceas. Hojas dentadas, lanceoladas o elípticas, acabadas en punta. Flores con pétalos blancos interiormente y con los extremos rosados. El fruto es un hesperidio de hasta 12,5 cm , de corteza gruesa y de un amarillo fuerte cuando está bien maduro.

más sobre el Citrus limonum Risso

limonero


limonero, subida por marxxiana.

Árbol perennifolio de la familia de la rutáceas. Hojas dentadas, lanceoladas o elípticas, acabadas en punta. Flores con pétalos blancos interiormente y con los extremos rosados. El fruto es un hesperidio de hasta 12,5 cm , de corteza gruesa y de un amarillo fuerte cuando está bien maduro.

más sobre el Citrus limonum Risso

domingo, 4 de diciembre de 2005

antes

Antes me encantaba escribir.
Se me escapaban las letras en los márgenes de los cuadernos, en libretas, en tickets, en papelitos celosos.
Ahora me tengo que sentar y obligarme a tomar una birome. Y así estoy, arrastrando a la fuerza la tinta en el papel, arrancando surcos de pensamientos y sueños.
Y no es que no piense o que no tenga ideas.
No.
Es que armo las historias y cuento mis histerias sólo en impulsos eléctricos, en sinapsis silenciosas.
Antes necesitaba dejar registro de todotodotodo. Sentía que si no lo sacaba de mi sistema, aunque sea en letras, algo dentro mío se pudría, se arruinaba, se moría.
Ahora me alcanza con pensarlo, con saberlo.

Bueno, no siempre.
Si no este blog hace rato que hubiera desaparecido ;)

domingo, 20 de noviembre de 2005

te imagino así...

"Te imagino así..."

Así cómo?
Cuáles fueron esas palabras?
Qué fue lo que dijo?

Porque lo que quiso decir lo entendí al toque.
Yo me hice la tonta tontolona tontita
(ton-ti-ta con dedito en la boca y abriendo los ojos así, bien marrones e inocentes)
pero en realidad no necesitaba que me repitiera.

"Te imagino así... en otro lado..."

Así cómo?
Porque él dijo (y repitió tratando de hacerme entender) una palabrita.
Y esa palabrita era especial porque me pintaba con pincel húmedo y exacto.
Pero aunque me esfuerce y saque el diccionario de sinónimos no encuentro cuál fue ESA palabrita que usó.

"Te imagino así... en otro lado... y mirá..."

Me obnubiló que empezara la frase así.
Ese fue el mejor halago.
Que él me imaginara, y que me lo dijera.
Esos ojitos pícaros e intensos,
el tono un poco más bajo y secreto,
su vozarrón áspero y envolvente
y su lengua
dibujando la frase...

"Te imagino así..."
Así cómo?
Qué palabrita fue?

Mi superyo pretendiendo bloquear mi memoria
e intentando enderezar mi propia imaginación,
que trata de imaginarlo imaginandome.

miércoles, 16 de noviembre de 2005

barrileteada


barrileteada, subida por marxxiana.

Se necesitan locos…
se necesitan locos para
pescar ángeles, con barriletes…
en días de brisa suave
y sol resplandeciente...
Y locos alegres,
porque los tristes piensan,
que el viento gime,
en cambio los alegres lo escuchan cantar…

Claris Skoczdopole

barriletes de letras

+barriletes

barrileteada


barrileteada, subida por marxxiana.

Se necesitan locos…
se necesitan locos para
pescar ángeles, con barriletes…
en días de brisa suave
y sol resplandeciente...
Y locos alegres,
porque los tristes piensan,
que el viento gime,
en cambio los alegres lo escuchan cantar…

Claris Skoczdopole

barriletes de letras

+barriletes

sábado, 12 de noviembre de 2005

a-nor-mal

Qué tan anormal seré?
Seré tan anormal como a veces creo?
Qué parámetros tendrá la anormalidad?

Muchas veces trato de compararme y medirme con otros, buscando rastros, signos, señales.
Pero resulta que tan tan TAN anormal no soy.
Es más a veces me descubro completamente normal, común, previsible.
Tanto que hasta me aburro.

jueves, 3 de noviembre de 2005

cárcel de ushuaia

(...) "No todo hombre despierta al alba y ve aterradoras figuras en su celda, al trémulo capellán con ornamentos blancos, y al director, de negro brillante, con el rostro amarillo de la sentencia." (...)

Balada de la cárcel de Reading
Oscar Wilde



Primer piso de la Cárcel del Fin del Mundo

jueves, 27 de octubre de 2005

jardín nocturno

La mancha del cielo azul, sombras de árboles, sombras de nubes,
y alrededor muros, ruinas, piedras que en el silencio
son frío, si la mano, si el pensamiento las roza.

Fernando Charry Lara
1963

enferma

No me gusta sentirme enferma.
Me pesan los ojos, me duelen, todas, (pero todas todas) las articulaciones. Me siento sucia, fea, rara, más rara que de costumbre.
Pero no quiero parar. Si me quedo tiradita en la cama como quisiera, como el cuerpo me pide es peor. Aunque lo peor en no tener quien me mime.
Me revienta estar así. Si por mí fuera estaría quejándome y llorando mocos transparentes. Pero yo no soy quejosa, mi madre me enseño a no serlo.
Aunque no estaría mal ser una enferma hinchapelotas, aunque sea por un día.
"Ay, no encuentro el control remoto... Ay, qué ganas de comer bizcochitos... Ay, qué sed que tengo... Ay, sacame al gato de la cama... Ay fueron a hacer las compras?... Ay, se acordaron de las pilas y las fotos?... Ay, ay, ay..."
Pero no.
Soy una enferma muy correcta,
muy "polite",
muy de "sí, tengo 38 de fiebre pero con un par de tabcines ando bárbaro"
Y sigo funcionando, yendo, viniendo, haciendo y deshaciendo. Aunque me duela desde las uñas hasta el pelo, aunque me vea así de ojerosa y despeinada, aunque la fiebre me haga tener frío (pero frío frío eh?) en este día primaveral y soleado.

jardín nocturno

La mancha del cielo azul, sombras de árboles, sombras de nubes,
y alrededor muros, ruinas, piedras que en el silencio
son frío, si la mano, si el pensamiento las roza.

Fernando Charry Lara
1963

sábado, 8 de octubre de 2005

avistaje


avistaje, subida por marxxiana.

avistaje de personas haciendo avistaje de aves

martes, 4 de octubre de 2005

smelly cat

Gato payaso.
Te mira con los ojos amarillos y la sonrisa fanfarrona.
No le gusta que le agarren la cola y te patea cuando le querés acariciar la panza.

Gato loco.
Corre de un lado a otro como si lo persiguiera una pesadilla.
Te salta en la panza a las 7 de la mañana y te muerde los dedos diciendo miaaaaaaaauuuuuu a la hora del desayuno.

Gato salame.
Se hace un ovillo arriba de mi ropa y se estira panza arriba al sol.
Camina elegante por el borde de la cornisa pero si lo bajás a upa por la escalera se le sale el corazón.

Gato naranja.
Aprendió a caminar sin que le suene el cascabel y se sienta atrás mío mientras cocino.
Me hace masaje tailandés y se duerme la siesta en el hueco entre mis piernas.

6 meses de gato.
Ojalá seamos buenas mascotas para él.

viernes, 30 de septiembre de 2005

colores


colores, subida por marxxiana.

Yo no quiero ni gloria ni riquezas,
Pues me siento feliz por la mañana
Con un ramo de flores en mi mesa
Y una gota del sol en mi ventana

Tulio G. Salas – Poeta Venezolano, merideño

colores


colores, subida por marxxiana.

Yo no quiero ni gloria ni riquezas,
Pues me siento feliz por la mañana
Con un ramo de flores en mi mesa
Y una gota del sol en mi ventana

Tulio G. Salas – Poeta Venezolano, merideño

martes, 27 de septiembre de 2005

embarazo y preñez

Según el diccionario embarazo y preñez son sinónimos, significan lo mismo. El diccionario no discrimina entre humanos y no humanos. Sólo habla de vivíparos.
Y la triste realidad es que los humanos no somos más que una especie más entre la inmensa diversidad de animales con gestación interna.
Pero...
Pero en mi cabecita SÍ hay una diferencia y por eso salte como agua en aceite caliente.
Porque para mí la preñez habla sólo de la cosa biológica, si el embrión es así o asá, si se implantó acá o allá, si crece o no.
En cambio el embarazo tiene otras cuestiones que lo rozan, lo facilitan, lo complican, lo ayudan o lo destruyen. Cuestiones que tienen que ver con la edad de los papás, con la presencia o ausencia de los afectos, con la familia, con el entorno social, con miradas, con mimos, con golpes, con gritos, con tantas pero tantas cosas... Y todo eso, todo lo bueno pero también todo lo malo, que se suma a la preñez humana es lo que nos identifica también como pertenecientes a esta especie.
Hablar sólo de la preñez humana me sonó a deshumanización, a cosificación, a desprecio y a maltrato.

jueves, 22 de septiembre de 2005

arroz


arroz, subida por marxxiana.

El arroz que se arroja a la salida de la ceremonia religiosa (o civil) simboliza la prosperidad y la fertilidad, que se desea al nuevo matrimonio, para que tenga una gran familia y abundancia en "todos los sentidos".

martes, 20 de septiembre de 2005

no no no

hay días en los que puedo hacerme la sorda.
hay días en los que puedo sacarme las orejas y dejarlas en la mesa de luz.
hay días en los que puedo ponerme las manos así y cantar bien fuerte: LA LALALA LALA

pero hoy no
de ninguna manera
no no no

lunes, 19 de septiembre de 2005

atchís

Odio la primavera cuando se presenta tan ventosa.
Vivo con un hormiguero a punto de reventar en la nariz y los ojos se me inundan cada cinco minutos.
Pero el estornudo (y el alivio) tarda y tarda y taaa aa aa dchuss.

aaaaaaaah... ahora sí

sábado, 3 de septiembre de 2005

cabeza quemada

Shirley Bassey y sus diamantes, la banda de sonido de "Nightmare before christmas", Cucarachas enojadas y After dark (más la imagen de Salma Hayeck bailando con una pitón albino), Bye bye love, goran bregovic, Maurice Chevalier, I'm looking for a fox, bobby mc ferrin y robin williams (beverly hills blues), camaron por rumbas, doris day, indie music, black machine (jazz machine), adrian cronauer, tom jones, nancy y sus botas.

PLAY+SHUFFLE = tengo la cabeza hecha telgopor (pero qué pilas!!!)

jueves, 1 de septiembre de 2005

politicamente incorrecta

No es politicamente correcto, se que está mal, se que son personas que sufren, se que tendría que condolerme un poco (aunque sea un poco).
Pero no.
Leo esta noticia y no puedo reprimir el pensamiento: "era hora que tengan una pequeña cuota de tercermundismo". Y tampoco puedo reprimir esa sensación de satisfacción, de creer que definitivamente "todo vuelve".
Ya lo decía ,Lovelock, cuando planteó su polémica hipótesis Gaia: el planeta actúa como un enorme ser vivo que trata de manetenerse estable; y se rasca donde más le pica para sacarse los piojos indeseables.

martes, 30 de agosto de 2005

51

Un día se conocieron. Otro día se enamoraron. Y otro día más se comprometieron.
Después, como mandaba la tradición, se casaron y tuvieron hijos y vivieron.
Yo no los conocí nunca, salvo por algunas cosas que contaba la hija en el trabajo.
Hasta hoy.
Hoy, día de Santa Rosa, ellos cumplieron 51 años de compromiso.
Y entonces pude ver a un señor que acariciaba el rostro de su compañera de vida con inmensa ternura. Era increíble ver la manos de ese hombre, manos nudosas, torpes, viejas, volverse gentiles al contacto de sus mejillas blancas.
La miraba, no, la estudiaba, casi la memorizaba. Seguramente a sus ojos cada arruga escondería una sonrisa, una lágrima, un gemido ahogado, una discusión, un reencuentro, vaya uno a saber.
Cariñosamente y con cuidado le apartaba algún cabello suelto de la frente y le acomodaba alguna puntilla del cuello, siempre sentadito firme a su lado, acompañandola, como desde hace 51 años.


Odio conocer gente en las casas de sepelio.

jueves, 25 de agosto de 2005

T-berreta

Alguien le puede avisar a Julieta Díaz que en esta promo de H&S salió con cara de androide? (onda terminator pero berreta)

Y si el pelo me va aquedar con esa apariencia de plástico de muñeca barata, ni en pedo uso el champú.

sábado, 20 de agosto de 2005

krazy kat

definitivamente mi gato está completamente pirucho


(no hay mascota que no se parezca a su dueño, dice el dicho)

domingo, 14 de agosto de 2005

baldosa

Hay gente con la cabeza llena de estructuras estúpidas.
Bah.
Ahora que lo escribo pienso, a lo mejor son estúpidas para mí, pero muy lógicas y coherentes para ellos.
Lo cierto es que las estructuras (más allá de su valor intrínseco) tienen la capacidad de estupidizar a la gente. La pone mala, tonta, obtusa.
No podés intentar mostrarles que existe otra realidad, otra mirada, otra forma de escuchar, otra forma de vivir. Se ofenden, se enojan y hasta se violentan si los querés correr apenas 10 centímetros más allá de SU baldosa.

martes, 9 de agosto de 2005

homework


homework, subida por marxxiana.

(...) ¡Todo me sale mal!, estoy harto de hacer los deberes y que me quedan todos borroneados, las sumás no me salen nunca, me quedo dormido con el libro de lecturas, y la señorita esta siempre enojada conmigo. ¡Ufa!" (...)

El gato de los bigotes mágicos.

homework


homework, subida por marxxiana.

(...) ¡Todo me sale mal!, estoy harto de hacer los deberes y que me quedan todos borroneados, las sumás no me salen nunca, me quedo dormido con el libro de lecturas, y la señorita esta siempre enojada conmigo. ¡Ufa!" (...)

El gato de los bigotes mágicos.

miércoles, 3 de agosto de 2005

azar

Una costumbre (que saqué vaya uno a saber de dónde) que pocas veces me falla cuando tengo que tomar una desición o cuando quiero saber como viene pintando algún asunto:
tomo un libro cualquiera de la biblioteca,
lo abro en cualquier página,
leo la primera frase que se me cruza.
Generalmente las oraciones tienen un sentido positivo o negativo fácilmente identificable. Y así puedo deducir si tengo el tarrito un poco ladeado o si todo va bien y sin salpicaduras.

domingo, 31 de julio de 2005

respuesta

hasta cuándo?
cuándo ceder?
ceder así?
así seguir?
seguir indiferente?
indiferente caer?
caer abismos?
abismos eternos?
eternos besos?

sí,
eso,
besos
sólo besos

viernes, 29 de julio de 2005

don melo


don melo, subida por marxxiana.

Las arrugas son surcos, marcas, o pliegues de la piel. Aparecen a lo largo de todo el cuerpo a medida que el hombre o la mujer se van haciendo mayores. Aunque responden a un proceso natural, suponen una gran preocupación para todo el mundo, puesto que son signos claros de envejecimiento. De todas las arrugas corporales las que más importancia damos son aquellas que aparecen en el rostro o cara y las que aparecen en el cuello y manos.

jueves, 28 de julio de 2005

señales de vida

Respiro.
Duermo.
Tengo pulso.
Me da hambre.
El pelo me crece.
Las manos siguen escribiendo.
Eso indica que no estoy muerta.

Igual, cada día que pasa tengo más problemas para encontrar señales de vida.

martes, 12 de julio de 2005

dialoguito

Cada vez que estoy así
(así cómo?)
me vengo para acá
(acá dónde?)
y miro
(miro qué?)
y miro
(miro qué?)
y miro
(miro QUÉ?)
este mar gis.
(ah)
Y mantengo diálogos,
(con quién?)
conversaciones internas.
(adentro tuyo?)
Pero el mar sigue igual
(y sí)
y mi cabeza sigue
(pegada al cuello?)
vacía de pensamientos buenos.
(pucha)

domingo, 3 de julio de 2005

fantasmas

"De fácil adaptaptación", porque me acomodo fácilmente.
Trato de no perturbar las rutinas ya existentes y siempre encuentro un pequeño rincón para sentarme en silencio y absorber las nuevas costumbres. De vez en cuando sonrío y doy muestras de interés. Entonces la gente se siente tranquila, cree que ya me integré y siguen con su trabajo sin curiosear debajo de la superficie.
Pero yo no puedo dejar de ver atrás. Se me escapan esas miraditas por sobre mi hombro y cada vez compruebo que mis fantasmas siguen ahí. Sentados en una rama desnuda, con esa mirada tranquila que tienen los que saben de alguna forma todo se resuelve, todo llega, todo cae.

sábado, 2 de julio de 2005

punta alta


punta alta, subida por marxxiana.

otra que el google earth

miércoles, 29 de junio de 2005

hueca

Hueca de afectos.
Siempre a la defensiva.
Como recelando de esa mano que quiere acariciarme.
Como un perro acostumbrado a los golpes.
Pero qué golpes?
Es que a veces un sopapo no duele tanto como los silencios.

jueves, 23 de junio de 2005

oreja

Soy tan buena escuchando en silencio, que la gente se sorprende cuando me encuentra hablando.

martes, 21 de junio de 2005

invierno


invierno, subida por marxxiana.

invierno...
invierno...
frío en la nariz
llueven en los paraguas
desde el cielo gris


invierno...
invierno...
cuando sale el sol
guardo en mis manitos
todo su calor...

martes, 14 de junio de 2005

una noche

Hubo una noche de hace quichicientos años (yo tenía cuatro), en que mi vieja juntó todo y estuvo a punto de irse a casa de mi abuela.

Y me acuerdo de mi papá llorando y pidiendo a mi mamá que se quede.

Y me acuerdo de mi propia personita a upa de mi mamá, llorando agarrada a mi mochilita donde tenía un pijama y un oso rojo.

Y me acuerdo de la sensación de impotencia y de la desilusión que me llevé cuando mi mamá me dijo: "andá a acostarte, nos quedamos".

Hubo una noche de hace quichicientos años (yo tenía cuatro), en que aprendí que a veces los adultos no se dan cuenta de qué es lo mejor para sus hijos.

lunes, 30 de mayo de 2005

to loose or not to loose

Y yo sigo sin aflojar por dos razones:

porque me da una extraña y perversa sensación de poder

porque se que en cuanto toque su boca me moriré de olvido

viernes, 27 de mayo de 2005

marvin


marvin, subida por marxxiana.

si es rojo es marciano

yo soy marXXiana

este es mi gato marciano

su nombre?
marvin
like in
marvin, the martian

miércoles, 18 de mayo de 2005

la llamada

Hola? Habla la mamá de L.?

No, habla la abuela.

Bueno, igual. Dígale a la mamá que más vale que haga que L. deje de golpear a los compañeros del jardín porque sino va a pagar las consecuencias.

Pero... pero... quién habla?

CLIC!

L. tiene 5 años y está teniendo problemas de conducta como resultado de un entorno familiar negativo. Papá y mamá están discutiendo mucho y aunque tratan de mantener el castillito entero, las fisuras ya se hacen evidentes aún para L.

Pero mamá y papá no se dejan estar y buscan lo mejor. Saben que se equivocaron y mucho, pero a veces el orgullo es más fuerte que la necesidad. Hoy es diferente, papá y mamá se dan cuenta que solos no pueden y buscaron ayuda. Ayuda de las maestras, ayuda de la terapeuta de la escuela, ayuda de los abuelos, ayuda de una psicóloga infantil, ayuda.

Pero yo me pregunto: Qué te puede llevar a hacer una llamada de esas? Amor de madre? No tener métodos para resolver los conflictos? Qué Qué?

Trato de ponerme en los zapatos y en la cabeza de esa mamá y todavía hoy no lo entiendo.

Y yo estuve del otro lado.

En sala de 3 L. era el blanco de todos los golpes. Cuántas veces volvió a casa con pellizcos, mordeduras y moretones hechos por los compañeros que descargaban su ira, sus frustaciones, su angustia, su vaya uno a saber qué en un nene siempre sonriente, sensible y charlatán. Y yo entendí las explicaciones de la maestra, y yo escuché las razones de los otros padres, y yo le limpié los mocos del llanto cuando L. venía diciendo que Tal o Cual pegaban y hasta escupían.

Pero jamás, JAMÁS se me cruzó por la cabeza la idea de llamar para amenazar.

Quisiera entender, racionalizar el hecho, comprender el por qué.
Pero no puedo.
Y me angustia.
Y me duele.
Y me da miedo.

domingo, 15 de mayo de 2005

monstruos

Los monstruos se hacen con paciencia, con trabajo.
A los monstruos se les dedica tiempo, esfuerzo.
Esto en que se han convertido hoy es el resultado de horas y horas de palabras dichas, de palabras no dichas, de gestos, de miradas.
Como cuando una pierna se gangrena. Empieza con una pequeña herida que de a poco se infecta y se propaga. Hasta ampollar todo y reventar con ese olor nauseabundo de la carne muerta. Muerta aunque se siga con vida, muerta aunque ya no duela.
Una pierna gangrenada se corta y se trata de seguir adelante, a los saltitos, con muletas, en silla de ruedas.

Un alma gangrenada por dónde se amputa?

Qué se hace con eso que ya se pudrió? Cómo saber si abajo de todo ese pus y esa sangre coagulada todavía existe algún pequeño núcleo de alma sana?
Vale la pena el intento,
vale la pena el esfuerzo,
valen estas lágrimas que riegan hoy el suelo.
Valen,
sirven,
cambian,
sanan,
curan,
limpian.

lunes, 9 de mayo de 2005

jueves, 5 de mayo de 2005

morocha tonta

Insulto encubierto escuchado hoy:

"No es rubia, pero tiene todo el potencial para serlo..."

martes, 3 de mayo de 2005

brindis


brindis, subida por marxxiana.

"Solo alguien que carece de fantasia es incapaz de encontrar una buena razon
para beber champagne"

Oscar Wilde

sexy

Hoy tengo la autoestima alta.
Ah sísísí.
Hoy a la mañana me miré al espejo y dije: "Pucha, qué linda soy".
Hoy me peiné y me pinté y me gustó tanto que hasta la preceptora lo notó.
Hoy me puse ropa linda, combiné bien los zapatos, y agarré mi lapicera de escribir bonito para firmar y escribir en el libro de temas.
Hoy tengo la neurona despierta y entonces soy capaz de hacer chistes rápidos que te hacen reir a carcajadas.
Hoy caminé por las aulas y la sonrisa no la tuve que forzar, se me escapó antes de pensarla.
Hoy tengo puestos los ojos de mirar la vida con ternura.
Hoy soy todo lo que soñé anoche y hasta soy capaz de proyectar.
Ah sísísí.
Hoy tengo la autoestima alta.




Y vos, esta noche...

atajate.

brindis


brindis, subida por marxxiana.

"Solo alguien que carece de fantasia es incapaz de encontrar una buena razon
para beber champagne"

Oscar Wilde

sábado, 30 de abril de 2005

sin aire

Abrí la boca y las palabras se asomaron al vacío. La distancia al suelo era tan grande que retrocedieron temblando.
Traté de sacarlas, empujándolas un poco con la langua, pero no. Ellas se hicieron chiquitas y se pusieron a llorar.
Carraspeé un poco y volví a abrir la boca. Esta vez sentí como una de ellas se agarraba de mi paladar, clavándome uñas delicadamente filosas. Eso hizo que se me salieran unas cuantas lágrimas.
Cerré la boca e intenté un diálogo mental con las palabras. Les expliqué que necesitaba sacarlas de mi interior, que necesitaba que alguien más las viera y que no significaba que las iba a abandonar. No hubo caso. Las palabras no estaban dispuestas a salir.
Abrí la boca,ya un poco enojada, después de todo yo soy quien manda aquí. Las palabras reptaron por mi garganta y se abrazaron con todas sus fuerzas a las cuerdas vocales. Bloqueaban la salida del aire y aunque tosí con fuerza no pude escupirlas.

Malditas palabras atascadas en mis tripas que se descomponen y se pudren y me contaminan. Cuándo podré sacarlas de mí?

jueves, 28 de abril de 2005

pies


pies, subida por marxxiana.


los pies
ya que no tengo alas,
me bastan
mis pies que danzan
y no acaban
de recorrer el mundo

Alaíde Foppa

viento

Ya hace rato que lo noté. Pero no me animaba a preguntarle.
V., la jefa de preceptores todos los días llega a la escuela, saluda muy amable, busca que te busca en su cartera un peine verde y prolijamente se peina.
No usa espejos ni nada de eso, simplemente se pasa el peine por la cabeza.
Ayer tampoco me animé a preguntarle, pero el signo de interrogación sobre mi frente era demasiado visible.
"Es para sacarme el viento que me queda pegado al pelo" me dijo guardando el peine verde en su cartera.
Y ahí empecé a entenderla y quererla un cachito más.

lunes, 25 de abril de 2005

2 años

Andá a saber por qué, pero yo estaba recontra creida que HOY era el 2ºcumpleaños del blog.
Pero no, fue el 16 de abril.

Sábado 16 de abril de 2005: 2 años de blog

Y bué, ahora no da para escribir un post de Feliz cumple, Blogzie! como el del año pasado.
Ni siquiera da como para truchear la fecha con el coso ese de blogger.
En fin.
Fue.

sábado, 23 de abril de 2005

el gemelo malo

Aunque sigo soñando con algún día poder comprarme un Twingo, y aunque mi fiel 147 nunca me dejó a pata, al Ford Ka nunca lo miré con malos ojos.
Pero después de haber visto estos dos avisos del SportKa, creo que voy a frenar cada vez que vea uno...

viernes, 22 de abril de 2005

feria y orejas

Entre el 18 de abril y el 9 de mayo se realiza en La Rural (Buenos Aires) la 31ºFeria del Libro.
Para aquellos que somos docentes el buen señor gobernador nos permite ausentarnos del trabajo para concurrir a la Feria y participar de las actividades que allí se realizan (eso si uno tiene el $$$ suficiente como para pagarse el pasaje, la estadía y el costo de algún libro). Yo ya he ido a varias y cada año por estas fechas si el chanchito no tiene para prestarme, sufro y me molesta. (Sí, soy bibliófila). Este año, seguimos endeudados hasta las pestañas, así que mejor ni pensar en la posibilidad.
Peeeeeeero, resulta que hoy en la escuela me encuentro en preceptoría con una profe de Lengua (de lengua!!) que dice que ella este año va a ir porque "no puede ser que haga 30 años que doy lengua y nunca haya ido a una feria del libro" Hasta ahí todo bien? Me siguen? Bueno, resulta que después se produjo el siguiente diálogo entre esta profe de Lengua (pL) con uno de los preceptores (Pr):
Pr: En Buenos Aires, ah si mi hermana me dijo que ella una vez fue y que le gustó mucho.
pL: Sí, a mí también me han dicho eso. Aparte quéseyoviste, eso de estar ahí tan rodeada de libros, es como que debés salir más cultural
Pr: Seh, seguro. Además yo algo escuché que este año era internacional...
pL: Ay, sí, pero eso hace rato, si todos los años vienen así gentes de todos lados, el año pasado vino ese escritor famoso, como es que se llama?
Pr: No, no sé, qué escribe?
pL: Escribe libros, así novelas y cosas de ciencia, ah, me acordé: Asimov
Pr: Asimov?
pL: Seh, Isaac Asimov, el que escribió la película esta que hizo el negrito flaquito, ese que salía en Hombres de Negro
Pr: Aaaaaaaaaah, la del robot. Tenés razón, si ahora que lo decís me acuerdo que algo leí en el diario de que había venido Asimov.
pL: Claro, y así como ese vinieron muchos.
Pr: Y sí, así uno sale como más culto.

En un par de momentos estuve por intervenir, pero el diálogo era demasiado surrealista como para romperlo. Además, poner en evidencia la nabura de los dos nabos, diciendo simplemente "Asimov se murió en 1992" me pareció muy cruel.

martes, 19 de abril de 2005

rosa


rosa, subida por marxxiana.


"Una rosa roja no es egoí­sta porque quiera ser una rosa roja. Lo que serí­a terriblemente egoí­sta es que pretendiera que el resto de las flores del jardín fueran también rosas, y además rojas."
Oscar Wilde